quinta-feira, 25 de outubro de 2012

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA (HISTÓRIA, POLÍTICA E ÉTICA PROFISSIONAL)


EMENTA

A História da educação. Política Educacional Brasileira. Leis, Diretrizes e Bases. Constituição Federal de 1988 - Educação Especial. Democracia.
Preâmbulo sobre ética profissional, Educação e liberdade. Comportamento Ético e Moral do Profissional da Educação. Código de Deveres Éticos dos Profissionais da Educação. A relação ética-educação.

1.     INTRODUÇÃO


Ao se estabelecer um programa educacional, deve-se levar em consideração o educando em sua plena dimensão de sujeito autônomo. Para que a criança portadora de deficiência mental possa se beneficiar mais efetivamente da educação especializada, é preciso se ter em vista que experiências vivenciou e que tipo de relação estabeleceu com o mundo, incluindo as pessoas e os objetos, enfim, a história e o sentido de sua vida.

Entendendo-se como necessidades educacionais especiais aquelas relacionadas à aprendizagem, que requerem uma dinâmica própria na relação ensinar-aprender, em decorrência das características particulares do educando e considerando a especificidade do atendimento e ao que este se destina, procuramos ressaltar a importância de uma abordagem interdisciplinar, considerando sua finalidade de estabelecer uma prática educativa articulada, e uma vinculação interprofissional que permita coordenar critérios de escolha de métodos e técnicas mais adequados a esta forma de ensino.

Acreditamos que a interdisciplinaridade é de suma importância no processo ensino-aprendizagem, uma vez que o educando é visto sob todos os aspectos, podendo, assim, ter mais ganhos em seu desenvolvimento global. Esta forma articulada de trabalho começa a se configurar quando as instituições que trabalham com equipe interdisciplinar têm em seu quadro professores especializados e pedagogos que fazem parceria com profissionais da área psicobiológica como fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros, que, semanalmente, se encontram para discutir o trabalho realizado com os alunos para avaliar e dar continuidade ao mesmo.

O planejamento e o replanejamento costumam ser feitos pela equipe em forma de estudos de casos, onde cada profissional procura acompanhar o desenvolvimento das atividades realizadas em sala de aula, avaliando o desempenho do aluno naquele contexto.


Com isto diminuem as dúvidas sobre as causas que levariam um aluno a não falar ou de sua dificuldade de aprendizagem relacionada a problemas comportamentais ou cognitivos. Estes dados que poderiam se tornar limitantes na aprendizagem desses alunos, criando-lhes necessidades educativas especiais, são fatores que devem ser considerados de modo global, não separadamente, como se o sujeito fosse dividido em várias partes.

De acordo com o exposto, poderíamos considerar que uma abordagem interdisciplinar só traria benefícios para este educando, uma vez que suas dificuldades seriam vistas e discutidas em equipe.

Ao analisar-se os dispositivos legais, pode-se compreender as diferentes estratégias de fazer a educação sob o ponto de vista das políticas públicas, cujo objetivo essencial é a formação do cidadão por parte dos diferentes poderes. Porém, é importante ter certeza de que, com maior ou menor envolvimento por parte dos diferentes segmentos participantes desse processo, não são os dispositivos legais que definem por si só o desenvolvimento educacional, mas a forma como essa legislação é operacionalizada. É importante que se afirme o compromisso de todos os envolvidos no processo educacional, não com práticas isoladas e segregativas, mas, principalmente, em equipes multidisciplinares.

Para saber mais veja o módulo no email da turma.

Acesse esse texto: Dificuldades de ou na Aprendizagem? Algumas Problematizações!





Nenhum comentário:

Postar um comentário