1. INTRODUÇÃO
Ao se estabelecer um programa educacional, deve-se levar em
consideração o educando em sua plena dimensão de sujeito autônomo. Para que a
criança portadora de deficiência mental possa se beneficiar mais efetivamente
da educação especializada, é preciso se ter em vista que experiências vivenciou
e que tipo de relação estabeleceu com o mundo, incluindo as pessoas e os
objetos, enfim, a história e o sentido de sua vida.
Entendendo-se como necessidades
educacionais especiais aquelas
relacionadas à aprendizagem, que requerem uma dinâmica própria na relação
ensinar-aprender, em decorrência das características particulares do educando e
considerando a especificidade do atendimento e ao que este se destina,
procuramos ressaltar a importância de uma abordagem interdisciplinar,
considerando sua finalidade de estabelecer uma prática educativa articulada, e
uma vinculação interprofissional que permita coordenar critérios de escolha de
métodos e técnicas mais adequados a esta forma de ensino.
Acreditamos que a interdisciplinaridade é de suma importância
no processo ensino-aprendizagem, uma vez que o educando é visto sob todos os
aspectos, podendo, assim, ter mais ganhos em seu desenvolvimento global. Esta
forma articulada de trabalho começa a se configurar quando as instituições que trabalham com equipe
interdisciplinar têm em seu quadro professores especializados e
pedagogos que fazem parceria com profissionais da área psicobiológica como
fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, entre
outros, que, semanalmente, se encontram para
discutir o trabalho realizado com os alunos para avaliar e dar continuidade ao
mesmo.
O planejamento e o replanejamento costumam ser feitos pela
equipe em forma de estudos de casos, onde
cada profissional procura acompanhar o desenvolvimento das atividades
realizadas em sala de aula, avaliando o desempenho do aluno naquele contexto.
Com isto diminuem as dúvidas sobre as causas que levariam um
aluno a não falar ou de sua dificuldade de aprendizagem relacionada a problemas
comportamentais ou cognitivos. Estes dados
que poderiam se tornar limitantes na aprendizagem desses alunos, criando-lhes
necessidades educativas especiais, são fatores que devem ser considerados de
modo global, não separadamente, como se o sujeito fosse dividido em várias
partes.
De acordo com o exposto, poderíamos considerar que uma
abordagem interdisciplinar só traria benefícios para este educando, uma vez que
suas dificuldades seriam vistas e discutidas em equipe.
Ao analisar-se os dispositivos legais, pode-se compreender as
diferentes estratégias de fazer a educação sob o ponto de vista das políticas
públicas, cujo objetivo essencial é a formação do cidadão por parte dos
diferentes poderes. Porém, é importante ter certeza de que, com maior ou menor
envolvimento por parte dos diferentes segmentos participantes desse processo,
não são os dispositivos legais que definem por si só o desenvolvimento
educacional, mas a forma como essa legislação é operacionalizada. É importante
que se afirme o compromisso de todos os envolvidos no processo educacional, não
com práticas isoladas e segregativas, mas, principalmente, em equipes
multidisciplinares.
Para saber mais veja o módulo no email da turma.
Acesse esse texto: Dificuldades de ou na Aprendizagem? Algumas Problematizações!
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